Proibida a entrada de menores de 16 anos.

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Pratos servidos à mesa onde havia self service

Já que os fregueses não podem servir a si mesmos nos bufês, estabelecimentos gastronômicos têm buscado alternativas para atrair o público, como opções elaboradas a partir de seus cardápios e pedidos por aplicativo

Pratos servidos à mesa onde havia self service

A pandemia do novo coronavírus afetou diversos setores da economia. Entre eles, o alimentício. O bufê self service está proibido por decreto do Estado, o que levou estabelecimentos da região dentro da bandeira laranja, conforme o modelo de distanciamento controlado do Rio Grande do Sul, a readequarem seus serviços.
Segundo o coordenador da Central de Fiscalização de Novo Hamburgo e secretário de Meio Ambiente, Udo Sarlet, o cliente pode se aproximar do bufê a uma distância de dois metros e meio, olhar as opções e indicar para o funcionário do estabelecimento, que servirá o prato. Silvia Dias, gerente de restaurante no Centro de Novo Hamburgo, conta que a medida não foi bem aceita pelos clientes. “As pessoas gostam de se servir. Já tivemos uma redução de 300 para uma média de 80 almoços por dia. E agora está pior”, salienta.

Cuidados
O cliente que chega ao restaurante, de acordo com Silvia, é recebido com álcool gel e, se não possui máscara, ganha uma descartável. “Também adotamos o distanciamento necessário”, pontua.

Ampliado horário de atendimento ao público

Em Novo Hamburgo, desde o dia 13 de maio, os restaurantes, lanchonetes, padarias e similares, respeitadas as bandeiras vigentes, podem funcionar até as 22 horas. Depois deste horário, poderão funcionar exclusivamente mediante serviços de drive-thru, tele-entrega e pague e leve, vedado o ingresso de qualquer cliente, bem como a formação de filas ou qualquer tipo de aglomeração.

Redução de 40% na região, diz SindGastrHô

O presidente do Sindicato de Gastronomia e Hotelaria de Novo Hamburgo, Estância Velha, Campo Bom, Sapiranga, Ivoti e Dois Irmãos (SindGastrHô), Tomás Juchem, destaca redução de 40% na demanda dos restaurantes. “Muitos negócios fecharam ou suspenderam contratos com seus colaboradores. Temos orientado sobre os protocolos de conduta.”

Normativas da bandeira laranja

Segundo o protocolo do distanciamento controlado do Estado, na bandeira laranja são permitidos restaurantes à la carte, prato feito e bufê sem autosserviço. O teto de operação, ou seja, percentual máximo de trabalhadores presentes no turno, ao mesmo tempo, respeitando o teto de ocupação do espaço físico, é de 50%. O modo de operação é presencial restrito, tele-entrega e sistema pague e leve.

Retomada gradativa no movimento

Eduardo de Mattos, proprietário de restaurante no Centro de Novo Hamburgo, diz que observa uma melhora gradativa no movimento. “Tivemos demissões, ficamos 22 dias fechados e agora estamos retomando, aos poucos. Nosso espaço aberto tem sido um diferencial, pois é um ambiente mais arejado. Temos clientes que trabalham no entorno e estão retomando suas atividades.”

Aposta na tele-entrega

O sistema adotado pelos restaurantes é similar ao que já ocorre em algumas redes de fast-food. Mesmo assim, um franqueado de rede no Centro, Renan Rihl, destaca que houve redução na demanda. “Com tudo parado, apostamos na tele-entrega, por aplicativo e WhatsApp. Estabelecemos distanciamento maior do balcão.”

 

Fonte: Jornal NH - Bruna Mattana

22 de Maio de 2020

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